A a minha vida não segue um logica, logica! Não que eu tenha o hábito de planejar a minha vida, exceto pelas coisas triviais como o que vou fazer no dia. As grandes coisas são mesmo difíceis de prever e por isso planeja-las causa enorme sofrimento. Isso devia ser simples de entender e fazer, mas a cada dia fica mais difícil não planejar a vida e pior, é mais difícil ainda não sofrer com a frustração quando elas não acontecem. Por que não pode ser tudo como a gente pensou?! Por que a gente não pode simplesmente deixar vir e ir o que definitivamente não podemos controlar? Eu já falei algumas vezes aqui no blog sobre a minha imensa dificuldade de perder seja lá o que for, e hoje resolvi que vou compartilhar um desejo meu de perder. rs
Fico pensando sobre o que vale a pena ter, até mesmo se vale a pena usar o pronome possessivo. O que é ter?? Segundo o dicionário da língua portuguesa TER pode ser possuir, conter, sofrer, sentir.. dentre outros significados. No entanto quero que pense neste instante o que é ter pra você que está lendo este texto. Pra cada pessoa esse "TER" vai significar algo diferente, para mim TER é sinônimo de possuir, é ter em mãos algo que pertence a mim. Aí é que começa toda a complicação da vida! Porque a verdade é que nada, além das coisas materiais, nos pertence, em especial as pessoas! O afeto, o carinho, a cortesia, a amizade não nos pertence, não há neste mundo nem em nenhum outro, algo ou alguém capaz de possuí-las e é isso que provoca todo esse medo em mim.
Tenho medo da forma fluida como eles caminham entre as nossas relações, tenho medo por não saber se eles vão permanecer por minutos, horas, dias ou anos. Tenho medo porque eles por vezes me enganam! Chegam de forma tão determinada, que por vezes acredito que os possuo, que os tenho.. Acredito de forma tão veemente, que quando se vão um pedaço de mim se vai também e só então percebo que na verdade quem me tinha eram eles, era o carinho, o afeto e a cortesia a quem eu pertencia. E a medida que vou escrevendo percebo o quão grande é esse meu medo e o quanto quero perder isso de ser como sou assim tão deles, tão dos planos que faço em função deles. Eu queria perder esse jeito passional de viver e ver a vida. Talvez sofresse menos com o ir e vir fluído que a vida tem.
Quando comecei esse blog eu queria convidar vocês que leem os meus textos a ver o mundo pelos olhos de uma apaixonada. A final de contas é isso que sou! Apaixonada por tudo, sem paixão eu não sei fazer nada, sem ela eu não sou lá muita coisa.. É ela que me tem! E infelizmente, ou felizmente, a vida pra quem vive de paixão não é nada fácil. A paixão faz a gente pensar de forma irracional pros paramentos da racionalidade, ser apaixonado é sinônimo de cegueira, abobamento, ingenuidade e em certo grau não posso negar que existe sim na minha vida existe sim uma porção ingenua, abobada e meio simplista de ver as coisas.
A vida da gente é tão simples, mais tão simples que acende o pica alerta da desconfiança e é aí que tudo se complica. Passamos todo o tempo desconfiando das coisas da vida que não temos tempo de viver as coisas da vida. E paixão faz isso com a gente! Criamos realidades alternativas pra desconfiança que temos do simples passar das horas, nos ocupamos tanto do desejo obsessivo de viver os nossos planos, que não olhamos o quanto é simples viver! Criamos inúmeros obstáculos pra chegar onde queremos e esquecemos que vida é como um rio, e que a medida que vamos vivendo vamos descobrindo novos braços, terrenos mais acidentados, lugares onde a paisagem é fantástica e outras que por vezes vão nos amedrontar, para alguns seremos fonte da vida em outros se quer seremos vistos.
A vida, assim como o rio passa por experiencias transformadoras e por vezes deixamos de nos envolver. É só por isso, pelo prazer da transformação, que preciso me acostumar a perder, aprender que não possuo nada alem das experiencia que tive. O afeto, o carinho, a amizade e o amor que algum dia acreditei que tinha eram das pessoas que compartilharam eles comigo, assim como compartilhei o meu com eles. Por fim levo dessas relações as experiencia afetivas que tive, elas sim são minhas. Se querem possuir algo de fato nesta vida cultivem o experienciamento, seja como um rio transforme e se deixe naturalmente transformar pelos caminhos que percorrer. A vida é um mestre em grandes aprendizados e grandiosas surpresas!! :D
Tenho medo da forma fluida como eles caminham entre as nossas relações, tenho medo por não saber se eles vão permanecer por minutos, horas, dias ou anos. Tenho medo porque eles por vezes me enganam! Chegam de forma tão determinada, que por vezes acredito que os possuo, que os tenho.. Acredito de forma tão veemente, que quando se vão um pedaço de mim se vai também e só então percebo que na verdade quem me tinha eram eles, era o carinho, o afeto e a cortesia a quem eu pertencia. E a medida que vou escrevendo percebo o quão grande é esse meu medo e o quanto quero perder isso de ser como sou assim tão deles, tão dos planos que faço em função deles. Eu queria perder esse jeito passional de viver e ver a vida. Talvez sofresse menos com o ir e vir fluído que a vida tem.
Quando comecei esse blog eu queria convidar vocês que leem os meus textos a ver o mundo pelos olhos de uma apaixonada. A final de contas é isso que sou! Apaixonada por tudo, sem paixão eu não sei fazer nada, sem ela eu não sou lá muita coisa.. É ela que me tem! E infelizmente, ou felizmente, a vida pra quem vive de paixão não é nada fácil. A paixão faz a gente pensar de forma irracional pros paramentos da racionalidade, ser apaixonado é sinônimo de cegueira, abobamento, ingenuidade e em certo grau não posso negar que existe sim na minha vida existe sim uma porção ingenua, abobada e meio simplista de ver as coisas.
A vida da gente é tão simples, mais tão simples que acende o pica alerta da desconfiança e é aí que tudo se complica. Passamos todo o tempo desconfiando das coisas da vida que não temos tempo de viver as coisas da vida. E paixão faz isso com a gente! Criamos realidades alternativas pra desconfiança que temos do simples passar das horas, nos ocupamos tanto do desejo obsessivo de viver os nossos planos, que não olhamos o quanto é simples viver! Criamos inúmeros obstáculos pra chegar onde queremos e esquecemos que vida é como um rio, e que a medida que vamos vivendo vamos descobrindo novos braços, terrenos mais acidentados, lugares onde a paisagem é fantástica e outras que por vezes vão nos amedrontar, para alguns seremos fonte da vida em outros se quer seremos vistos.
A vida, assim como o rio passa por experiencias transformadoras e por vezes deixamos de nos envolver. É só por isso, pelo prazer da transformação, que preciso me acostumar a perder, aprender que não possuo nada alem das experiencia que tive. O afeto, o carinho, a amizade e o amor que algum dia acreditei que tinha eram das pessoas que compartilharam eles comigo, assim como compartilhei o meu com eles. Por fim levo dessas relações as experiencia afetivas que tive, elas sim são minhas. Se querem possuir algo de fato nesta vida cultivem o experienciamento, seja como um rio transforme e se deixe naturalmente transformar pelos caminhos que percorrer. A vida é um mestre em grandes aprendizados e grandiosas surpresas!! :D